“A nossa estratégia é de crescimento e de conquista de quota de mercado”

Há menos de dois anos, o grupo checo de dispositivos médicos Batist Medical apostou em Portugal para sair da sua zona de conforto, a Europa Central, e expandir os seus negócios para Sul. Os resultados ultrapassaram as melhores expetativas. Mercê da capacidade instalada e do serviço ao cliente, as vendas da subsidiária portuguesas crescem a três dígitos em ano de pandemia. José Luís Rebelo, diretor comercial da empresa e CEO da recém-criada Batist Medical Espanha, anuncia o lançamento, no primeiro trimestre de 2021, de uma nanomáscara, descartável e com propriedades equivalentes à de uma FFP2, que a marca fabricará na sua principal unidade, em ČervenýKostelec, a pouco mais de 150 quilómetros de Praga.

“Vida Económica” –Como surge a aposta do grupo checo Batist Medical em Portugal?
José Luís Rebelo – Há mais de uma década que o grupo conhece o mercado português. Opera diretamente há cerca de dois anos, mas comercializa os seus produtos entre nós desde o início de 2008. Foi a primeira representada da Docworld, uma distribuidora de consumíveis hospitalares, descartáveis cirúrgicos e vestuário não estéril fundada por mim e por Pedro Amaral. Na altura, era estratégico ficar com a representação da Batist Medical. A parceria foi-se estreitando, com a consolidação da marca no mercado nacional e a consolidação do projeto, que ganhou novos contornos com a criação da Docworld Espanha, em 2012. Foi aposta ganha! As pessoas, dos dois lados, foram-se conhecendo melhor e o grupo acabou por adquirir 100% do capital da nossa empresa, no final de 2018, mantendo-nos a nós muito próximo da gestão. Eu fiquei como diretor comercial da subsidiária em Portugal e, mais recentemente, CEO da Batist Medical Espanha. O Pedro Amaral é administrador e CFO da Batist Medical Portugal. Para além da excelência dos produtos Batist, o sucesso da Docworld foi determinado pelo risco que decidimos correr com a “stockagem” de material de penso (compressas e ligaduras, sobretudo), logo após a criação da empresa e até 2011. O preço do algodão nos mercados internacionais estava em alta e a Docworld foi acumulando “stocks”, precavendo a eventual escalada do preço da matéria-prima. Com isso, pudemos servir clientes e, até, a concorrência. E sempre com condições muito competitivas, naquele contexto, compensando as dificuldades de aquisição de material de penso no estrangeiro. Os checos estavam atentos e terão ficado impressionados, julgo. Pode ler a restante entrevista clicando aqui

in Vida Económica, janeiro de 2021